Para quê Filosofia?
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A.:.G.:.A.:.D.:.U.:.
ARLS União Trabalho e Força
Ir. Cídio Lopes
Resumo:
O presente artigo pretende, de modo rápido, tematizar o por que a Filosofia não é plenamente práticada no interior da Maçonaria.
Para quê Filosofia?
Em Loja ou entre IIr.:. quando se fala a palavra Filosofia e que a ela se pode vincular a idéia de um curso, de uma longa progamação de estudos filósoficos, os olhares são de espanto, de estranhanmento, de cuatela para com aquele Ir.:. que fala em uma linguagem incomum, estranho e por aí vaí.
Independentemente de querer apontar esse ou aquele fulano como o responsável por este tipo de postura, vamos, nesse texto, convidar a todos para um meditação mais profunda. Salta-nos aos olhos dois caminhos para abordar esse assunto: o primeiro é sobre como a sociedade em geral recebe a filosofia e como essa mesma sociedade convive com outras coisas tão estranhas e perniciosas a convivência humana; um segundo momento de abordagem desse espanto contra a filosofia é averiguar o porque tal estranhamento acontece se em nossos rituais e manuais a todo momento encontramos a palavra Filosofia e, ainda mais profundo, práticas que são filosóficas.
Como Filósofo ou ao menos como bacharel pela PUC MINAS, a postura que ocorre entre os irmãos não é radicalmente nova. Somos, nós filósofos de carteirinha, acostumados com a irritante pergunta: “pra que serve filosofia?”, o nosso interlocutor, como legítimo representante da cultura de massa, lança em seguida mais uma de suas perguntas: “mim explica o que é filosofia?” e, de modo insistente e com olhar típico de quem tem pressa para o consumo, insiste ele: “mas mim insplica asssim de um jeito mais fácil! O que é mesmo fisolofia(isso mesmo fisolofia). Emfim, depois de vários anos na tentativa de realmente explicar o que era filosofia para a cultura de massa a melhor postura, a que preserva mais a saúde do filósofo, é se retirar da cena e não tentar insistir na difícil tarefa de explicar algo que exige do ouvinte um conjunto de diposições já filosóficas para, então, entender o que é de fato filosofia.
De certo modo, então, nossos IIr.:. estão em meio a essa cultura. Por mais que dizemos que combatemos a ignorância, a tirânia, e por aí vaí, somos frutos de nosso tempo. Não tem como fugir radicalmente contra os hábitos e costumes nos quais estamos imerssos. Para agravar esse quadro de não compreensão do que é filosofia, de um certo ar de arrogância do interlocutor que pergunta: “ora quem é esse cara que acha que filosfia pode ser útil para mim?”, cara estranho! Soma-se algo extremamente dilapidante da vida humana: a cultura televisiva ou do entreterimento.
Esse é certamente o mais estranho. Para o indíviduo que olha fulminante contra o Filósofo, pois por si só essa palavra já irrita, todo um cojunto de cultura chamada de entreterimento não lhe é estranho. Contudo, o que é entretenimento? Sem pegar um dicionário, podemos notar que é algo que lhe passa, toma seu tempo, e você não percebe. O entretenimento ou “intertimento” é distinto do lazer, do hobie, pois nesses casos você é autor, você é importante, e, no final, você produz algo material ou espiritual. Distintamente é o “intertimento” que no final teve o êxito de fazer com que você ficasse alheio a você mesmo.
Sobre o intreterirmento ainda vale dizer que ele é igual uma prostituta: pormete vender amor mas no fundo so vende contato físico. Claro que para a cultura de massa não importa o amor e vale mais o contato, o sexo pago. O que se deve exatamente esperar do indíviduo da cultura de massa, pois seu estilo é comprar pronto, jamais fazer, produzir em sua própria oficina.
Acerca dos hábitos do entreterimento poderíamos ir mais longe, mas por esse momembo basta denotar a idéia de que essa prática não rende nada para quem dela participa. Quem procura o entreterimento também não espera nada, não se preocupa em saber o que ele vai levar dali; basta para ele ficar alienado por alguns momentos, ou seja, ele procura um entreterimento para não levar nada e é isso que lhe satisfaz. Claro que para esse tipo de cultura o não-levar-nada realmente acontence, ou seja, para o praticante do entreterimento ao final ele saí ileso, apenas divertiu, e isso acaba aí. Esse é o desejo dele, mas se pensarmos um pouquinho veremos que ele leva sim um monte de coisas, entre elas, podemos notar o quanto poluímos a natureza e tem muita outras consequência que essa postura de não envolvimento gera em nossa sociedade.
Acerca do jeito de vida das massas, podemos notar que ela é inteiramente inútil. Esse mesmo estilo é que se irrita com a Filolofia, que procura nela algo de útil. É no mínimo ilário observar a massa interrogando a utilidade da filosofia sendo que ela curte o inútil em geral.
Passemos agora para o segundo veio de interpretação da recepção da filosofia entre nós maçons. Que o estranhamento dos IIr.:. vem dessa cultura geral da qual estamos imersos tudo bem. Mas ao lançarmos um olhar sobre nossos manuais é de estranhar ainda mais o fato de a Filosofia ser olhada de lado.
Ora, a todo momento se fala que a M.:. é filantrópica… e filosófica. Como, então, estranhar com a idéia de estudar Filosofia? ou até mesmo do por quê da Filosofia?
Provavelmente o que acontece é que o estilo de sociedade que vivemos serja mais forte do que desejamos. Só assim se explica um olhar desatento de nosso confrades sobre o texto de nossos rituais e manuais. Trata-se de projetar o olhar da sociedade de massa, de consumo, sobre nossas práticas ritualísticas e não o contrário, de projetar sobre a sociedade nossos idéias filosóficos.
Com disse inicialmente, não se trata de punir esse ou aquele Confrade, mas antes, de chamar para um reflexão pessoal sobre o tema que aqui desenvolvemos.
Ir. Cídio Lopes
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Cídio Lopes
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